DCSIMG A Falta que nos Move ARTISTA NA CIDADE 2018

A Falta que nos Move

De Christiane Jatahy
Video-instalação/Cinema /Performance

SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL
24 novembro
Sábado, das 17h30 às 06h30 (duração: 13 h)
Sala Bernardo Sassetti


É permitida a livre circulação durante a apresentação. O bar estará em funcionamento.

A Falta que nos Move é uma criação que se estende e se desdobra na linha do tempo. Começou em 2004 com uma pesquisa para a criação de uma peça de teatro em que realidade e ficção se misturassem de maneira indissociável. Uma peça que falasse das memórias, das faltas familiares, das relações inseparáveis entre as histórias individuais e as situações políticas do país. A exposição da geração que cresceu no período da ditadura militar brasileira. A peça estreou em 2005, e durante três anos foi apresentada em diversos festivais brasileiros e alguns festivais na Europa. Em 2008, a pesquisa e o encontro potente entre os artistas que participaram ainda não estava esgotado. Deu-se início a uma nova etapa para um mergulho ainda mais radical para a criação de um filme que transpusesse a pesquisa de linguagem do teatro para o cinema com uma tensão ainda mais extrema entre a realidade e a ficção. Entre os dez dispositivos criados para a filmagem estava a escolha de que o filme seria registado por três câmaras na mão, sem cortes, em extensos planos sequências que durariam uma noite inteira. A noite de Natal de 2008. Nessa noite misturaram-se ficção, de 13 horas contínuas de filmagem, sem interrupções, documentário e making of, acentuando as relações de forma surpreendente entre os atores. O filme foi editado e exibido com grande repercussão nos cinemas brasileiros e festivais internacionais.
Em 2011 foi criada a instalação cinematográfica com o material bruto da filmagem. Em três telas de cinema o público assiste às 13 horas contínuas com tudo o que aconteceu na noite da filmagem. A projeção inicia-se no mesmo horário em que a filmagem começou, 17h30, e vai até às 6h30 da manhã. Cinema, happening e festa integram-se de forma explosiva e emocionante envolvendo o público e o filme, como uma performance viva.

Espaço: Marcelo Lipiani, Christiane Jatahy; Iluminação e direção de arte: Thomas Walgrave; Preparação de vídeos: Mari Becker; Sistema vídeo: Julio Parente; Operação de vídeos: Felipe Norkus; Produtor e tour manager: Henrique Mariano